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Mostrando postagens de setembro, 2023

Feminismo e Psicanálise: Pressão Social, Modismo ou Causa Justa?

  Quando estar forte o tempo todo deixa de ser força e vira exaustão Você já sentiu como se estivesse carregando o mundo nas costas, sem direito a pausa? Como se precisasse estar bem o tempo todo — para os filhos, para o trabalho, para a família, para o mundo — mesmo quando tudo dentro de você está desabando? Se a resposta for sim, talvez seja hora de nomear isso com mais honestidade: não é força. É sobrecarga. Vivemos em uma cultura que incentiva as mulheres a conquistarem tudo — carreira, maternidade, equilíbrio emocional, corpo ideal — mas continua delegando a elas o cuidado invisível da vida cotidiana. E esse acúmulo, silencioso e constante, cobra um preço alto. A saúde mental feminina em um estado de alerta constante Não se trata apenas de cansaço. Trata-se de um esgotamento que atravessa o corpo, a mente e a identidade. Ansiedade, irritação, sensação de insuficiência, dificuldade de concentração e um vazio difícil de explicar têm se tornado cada vez mais comuns entre mulheres...

Como Entender a Clivagem no Borderline e Reconhecer os Sinais Emocionais por Trás das Relações Extremas

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Quando alguém vira tudo — ou nada Existem relações que parecem intensas demais para serem explicadas apenas como amor, raiva ou decepção. Em um momento, alguém é visto como perfeito, indispensável, quase salvador. No outro, torna-se cruel, frio, decepcionante e impossível de suportar. Essa mudança brusca não acontece apenas “porque a pessoa é dramática”, como muitos dizem de forma superficial. Por trás desse movimento emocional extremo, pode existir um mecanismo psicológico profundo chamado clivagem. A clivagem em borderline é uma tentativa inconsciente de sobreviver emocionalmente quando o medo do abandono, da rejeição e da dor afetiva se tornam insuportáveis. E talvez uma das partes mais dolorosas disso seja perceber que a pessoa não está fingindo o que sente. Ela realmente sente — intensamente — cada extremo emocional. “Às vezes, o coração cria extremos porque nunca aprendeu a se sentir seguro no meio.” Neste artigo, você vai entender: o que é clivagem emocional no transtor...

O Self em Jung: o encontro profundo entre quem você é e quem nasceu para se tornar

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Existe uma parte sua que sabe quem você realmente é Em algum momento da vida, quase todo mundo sente que está vivendo distante de si mesmo. Você cumpre funções, responde expectativas, se adapta, continua. Mas, silenciosamente, existe uma sensação difícil de explicar: como se uma parte sua estivesse esquecida em algum lugar dentro de você. Foi justamente sobre isso que Carl Gustav Jung falou ao desenvolver um dos conceitos mais profundos da psicologia analítica: o Self. O Self não é apenas personalidade, não é ego, não é imagem social. Ele  é o centro mais profundo da psique — a totalidade do ser. É aquilo que existe além das máscaras, além dos condicionamentos e além da versão que você aprendeu a mostrar ao mundo. E talvez o maior sofrimento emocional contemporâneo seja exatamente este: viver desconectado de si mesmo. A ansiedade de muitas pessoas talvez não venha apenas do excesso de pensamentos, mas da distância entre quem são e quem precisaram se tornar para serem acei...

Anima e Animus - Conceito criado por Carl Gustav Jung para explicar a estrutura da psique

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Há relações que não chegam apenas como presença. Elas chegam como espelho. Às vezes, alguém entra na nossa vida e desperta algo que parecia adormecido: uma coragem esquecida, uma sensibilidade reprimida, uma fome de amor, uma inquietação, uma raiva antiga, uma criatividade que não tinha voz. Nem sempre essa pessoa é “o grande amor”. Às vezes, ela é o símbolo vivo de uma parte nossa que ainda não aprendemos a reconhecer. É por isso que algumas relações parecem tão intensas, tão magnéticas e, ao mesmo tempo, tão confusas. Na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, os conceitos de anima e animus ajudam a compreender por que certos encontros mexem tanto com o inconsciente, com as fantasias afetivas, com os sonhos e com a forma como projetamos no outro aquilo que ainda não conseguimos integrar em nós. Talvez nem toda paixão seja apenas sobre quem está diante de nós. Às vezes, é sobre quem nós nos tornamos quando aquela pessoa nos desperta. O que são anima e animus em Jung? Carl Gustav Ju...