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Mostrando postagens de 2023

Feminismo e Psicanálise: Pressão Social, Modismo ou Causa Justa?

  Quando estar forte o tempo todo deixa de ser força e vira exaustão Você já sentiu como se estivesse carregando o mundo nas costas, sem direito a pausa? Como se precisasse estar bem o tempo todo — para os filhos, para o trabalho, para a família, para o mundo — mesmo quando tudo dentro de você está desabando? Se a resposta for sim, talvez seja hora de nomear isso com mais honestidade: não é força. É sobrecarga. Vivemos em uma cultura que incentiva as mulheres a conquistarem tudo — carreira, maternidade, equilíbrio emocional, corpo ideal — mas continua delegando a elas o cuidado invisível da vida cotidiana. E esse acúmulo, silencioso e constante, cobra um preço alto. A saúde mental feminina em um estado de alerta constante Não se trata apenas de cansaço. Trata-se de um esgotamento que atravessa o corpo, a mente e a identidade. Ansiedade, irritação, sensação de insuficiência, dificuldade de concentração e um vazio difícil de explicar têm se tornado cada vez mais comuns entre mulheres...

Melancolia e depressão: qual a diferença entre sentir tristeza e adoecer emocionalmente

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Nem toda tristeza é depressão — mas toda dor precisa ser escutada Existe uma tristeza que passa.  E existe aquela que fica. Uma sensação silenciosa, constante, que não grita — mas também não vai embora. Ao longo da história, tentamos nomear esse estado. Foi Hipócrates quem primeiro chamou de melancolia, descrevendo-a como uma espécie de “bílis negra” que afetava corpo e mente. Séculos depois, Sigmund Freud trouxe uma definição que ainda ecoa:  a melancolia como um “luto sem perda”. Mas afinal… onde termina a tristeza e começa a depressão? O que é depressão — quando a dor invade tudo A depressão não é apenas um sentimento., mas uma  condição que atravessa o corpo, a mente e a forma de existir. Ela pode surgir por fatores genéticos, químicos, emocionais ou ambientais, mas  na prática, o que a define é o impacto. A vida perde cor, o  prazer desaparece, o  pensamento se torna pesado. Aquilo que antes era simples — trabalhar, conversar, viver — passa a exigir ...

Como a Transferência na Psicanálise Revela Padrões Invisíveis e Transforma Relações

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  Você já teve a sensação de reagir a alguém de forma intensa demais — como se aquela pessoa carregasse algo que vai além dela mesma? Como se despertasse emoções antigas, difíceis de explicar, quase automáticas? Na psicanálise, esse fenômeno tem nome: transferência . E não, ela não acontece apenas dentro do consultório. Ela está presente em todas as relações humanas — nos vínculos amorosos, nas amizades, nas relações familiares e até nas interações digitais. A forma como percebemos o outro raramente é neutra. Ela é atravessada por nossas histórias, nossas fantasias e nossos conflitos internos. Neste artigo, vamos entender por que a transferência é uma das ferramentas mais profundas da clínica psicanalítica — e, ao mesmo tempo, uma das chaves mais potentes para compreender a nós mesmos. O que é transferência na psicanálise? A transferência é o processo pelo qual projetamos no outro sentimentos, expectativas, desejos e conflitos que têm origem em experiências anteriores — muitas...

Como a Histeria se Manifesta no Corpo: Entenda a Conversão Emocional que Vira Sintoma

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Você já sentiu algo tão intenso que o corpo respondeu antes mesmo que você pudesse entender o que estava acontecendo? Uma dor sem causa aparente. Um aperto no peito. Um sintoma que insiste em existir, mesmo quando todos os exames dizem que está tudo bem. Durante muito tempo, esses fenômenos foram chamados de “histeria”. Hoje, o nome mudou, os estudos avançaram — mas a pergunta permanece:  como algo emocional pode se transformar em sintoma físico real? Neste artigo, vamos atravessar a história, a psicanálise e a experiência humana para compreender como a histeria revela algo profundo: o corpo fala aquilo que a mente não consegue sustentar. A origem da histeria: do útero ao inconsciente O termo “histeria” nasce na antiguidade com Hipócrates , que acreditava que a causa desse sofrimento estava ligada a um deslocamento do útero pelo corpo. Na época, imaginava-se que, se o útero não estivesse “satisfeito”, ele vagaria pelo organismo, provocando sintomas como paralisias, cegueira m...

Como Entender a Clivagem no Borderline e Reconhecer os Sinais Emocionais por Trás das Relações Extremas

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Quando alguém vira tudo — ou nada Existem relações que parecem intensas demais para serem explicadas apenas como amor, raiva ou decepção. Em um momento, alguém é visto como perfeito, indispensável, quase salvador. No outro, torna-se cruel, frio, decepcionante e impossível de suportar. Essa mudança brusca não acontece apenas “porque a pessoa é dramática”, como muitos dizem de forma superficial. Por trás desse movimento emocional extremo, pode existir um mecanismo psicológico profundo chamado clivagem. A clivagem em borderline é uma tentativa inconsciente de sobreviver emocionalmente quando o medo do abandono, da rejeição e da dor afetiva se tornam insuportáveis. E talvez uma das partes mais dolorosas disso seja perceber que a pessoa não está fingindo o que sente. Ela realmente sente — intensamente — cada extremo emocional. “Às vezes, o coração cria extremos porque nunca aprendeu a se sentir seguro no meio.” Neste artigo, você vai entender: o que é clivagem emocional no transtor...

O Self em Jung: o encontro profundo entre quem você é e quem nasceu para se tornar

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Existe uma parte sua que sabe quem você realmente é Em algum momento da vida, quase todo mundo sente que está vivendo distante de si mesmo. Você cumpre funções, responde expectativas, se adapta, continua. Mas, silenciosamente, existe uma sensação difícil de explicar: como se uma parte sua estivesse esquecida em algum lugar dentro de você. Foi justamente sobre isso que Carl Gustav Jung falou ao desenvolver um dos conceitos mais profundos da psicologia analítica: o Self. O Self não é apenas personalidade, não é ego, não é imagem social. Ele  é o centro mais profundo da psique — a totalidade do ser. É aquilo que existe além das máscaras, além dos condicionamentos e além da versão que você aprendeu a mostrar ao mundo. E talvez o maior sofrimento emocional contemporâneo seja exatamente este: viver desconectado de si mesmo. A ansiedade de muitas pessoas talvez não venha apenas do excesso de pensamentos, mas da distância entre quem são e quem precisaram se tornar para serem acei...